CANTO DE APRESENTAÇÃO

In MOTE PARA MOTIM, pág. 9

Ao Ernesto de Moura Coutinho,
meu primo.

Eu sou este rosto enxuto,
Esta inércia, este assédio.
Estes farrapos de um luto
Entre dez dedos de tédio.

Sou este canto interdito,
Esta angústia toda aos nós
Que é garganta do meu grito
E é boca da minha voz!

Sou este império de ideias
Sem estrada,
E estas mãos, estas mãos cheias
De nada...