À nobre e sagrada memória

In PRIMEIRA COLHEITA, pág. 14

À nobre e sagrada memória de Dona Maria
da Glória Delgado de Almeida Loureiro e Cas-
tel-Branco, a Bilha, minha bondosa prima-avó
— avó-madrinha a quem na morte peço a bên-
ção, e que, a estas horas, do Céu me estará
acenando. Em santidade viveu e morreu. Aqui
a lembro, dilacerado de saudade, lembrando
quanto Ela me estremeceu sempre, desde que
amadrinhou os meus dias. Meu pai e meu filho
Rodrigo Víctor, ambos lhe tomaram, igualmente,
da mão; ambos lhe ficaram também a dever o
nome: o mesmo nome. Antes de sumir-se na
bruma de Deus, foi por mim que chamou: andava
eu por longe, poeta envergando de soldado. E no
dia em que morreu, morri também nesse dia.