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Travessia geral do deserto

Ao longo do meu caminho
com ninguém acamarado.
- Sòzinho vou mais sòzinho...
e mais bem acompanhado.







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Livro de Honra
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- Nonas
     É com um misto de tristeza e de alegria que escrevo estas linhas.
     De tristeza, porque o Rodrigo - também a mim - me faz uma falta imensa. Tenho saudades dos nossos encontros, das nossas conversas sobre os mais variados e altos e/ou profundos temas ao longo dos vinte anos em que tive a altíssima honra de ser seu amigo e camarada. Foi uma voz que deixei de ouvir mas que nunca por nunca deixarei de escutar.
     De alegria, porque vejo que a sua obra não é censurada pela Família que tanto amou e cantou. A Família ao colocar o Rodrigo Emílio online presta um enorme serviço à Cultura portuguesa e europeia. Nesta página, temos o Rodrigo na sua totalidade. Que saibamos ser dignos do seu testemunho. É igualmente uma homenagem ao que o Rodrigo sempre foi, pois estou certo, onde quer que esteja que ficou contente e nada surpreendido com este gesto de rara nobreza e de justiça.
     Para o Rodrigo, aqui vai um abraço e um até sempre!
- João Martins
     Tive o privilégio de me cruzar com Rodrigo Emílio uma vez, se bem que não foi em agradáveis circunstáncias, num Verão quente de 1992, no Supremo Tribunal de Justiça, aquando de uma farsa jurídica (não imaginava eu que anos mais tarde, em 1995, seria eu próprio alvo de outra, em Monsanto), a propósito da eventual inconstuticionalidade do M.A.N. do qual Rodrigo Emílio fora, desde a primeira hora, uma figura de proa.
     Nesse dia ocorreu um episódio a todos os títulos inolvidável, e que jamais esqueçerei. Numa sala de audiências repleta de capas negras, arguidos e de uma assistência enojada com o que ali se passava. Sorte a minha, cheguei no momento em que Rodrigo Emílio prestava declarações. A dado momento um dos juizes, assombrado pelas tiradas do Rodrigo, questiona o mesmo com esta frase;
     "pelo que o Sr. diz, presumo que não se considera democrata!?"
     Rodrigo Emílio, serenamente, olha o Juiz que o interpelara momentos antes e responde; "Mas claro que não, isso seria renunciar a ser inteligente!"
     Na sala ouviu-se uma gargalhada em uníssono, perante um colectivo de juizes que trocavam olhares estarrecidos entre si.
     Este dia está gravado na minha memória, graças ao espírito audaz, à coragem intelectual, de um homem, entre as ruínas, mas que cavalgou o tigre.
     
     Rodrigo Emílio Presente!
- Vitor Manuel
     Tive o privilégio de ter conhecido o Rodrigo Emílio e a família durante umas férias em Parada de Gonta.
     Já o conhecia através da minha militância na Causa Nacionalista.
     Foi sem dúvida uma figura ímpar no Movimento e em Portugal, um dia terá a justa homenagem.
     
- Pedro Guedes
     Não me recordo ao certo da data em que conheci Rodrigo Emílio, mas lembro-me com certeira precisão do dia em que pela primeira vez estivemois "condenados" ao entendimento ou ao silêncio, posto que calhámos a jantar lado a lado na célebre Casa Branca, corria salvo erro o ano de 1989. Depois disso, sabe Deus o que eu corri por uns "Poemas de Braço ao Alto". Mas com a mesma persistência que o Rodrigo Emílio transmitia, encontrei!
     Muito obrigado ao(s) criador(es) deste sítio.
- Jorge Azevedo Correia
     Honrar os mortos é libertá-los da morte!
     Felicito o tributo a um grande poeta-soldado.
     E parabéns pela página.
- Vasco Centeno Barata
     A nossa honra é a nossa fidelidade.
- Duarte Branquinho
     O Rodrigo deixou-nos. Senti um frio na espinha quando recebi a notícia naquele fim-de-semana. Ia reencontrá-lo ao fim de uns anos num jantar de amigos na quarta-feira seguinte; ficou adiada a conversa. Por enquanto, vou matando saudades nos livros, nos blogs e a ouvi-lo na voz do Campos e Sousa.
     
     Rodrigo Emílio foi um dos maiores poetas pátrios e o mais injustiçado. Espero que a sua partida abra caminho a que se faça justiça à sua obra e ao reconhecimento do seu talento, pois o seu génio é imortal.
     
     Adeus Rodrigo, de “braço ao alto, sonho ao léu…”
     
- Federico Traspedra
     Há tempo eu tambem tivem o grande prazer junto com outros moços galegos, de conhecer ao nosso Rodrigo Emilio, de departir longas conversas no seu paço, muito o botaremos de menos a sua pessoa, mais fica a poesia que nunca morre, como a Luz do Sol à que ele retornou.
     Para o nosso Minnesanger, para o nosso Guerreiro Trovador, uma saudaçom braço ao alto dos seu camarada portu-galego.
- Claudia Silva
     A toda a família do Rodrigo Emílio:
     
     Tive o prazer de vos ter conhecido a todos, cheguei a brincar convosco, Gonçalo e Constança, talvez já nao se lembrem de mim. Sou de Parada de Gonta, morava perto do castelo, morava, porque neste momento vivo em Sintra, sou filha da Laura Amaral, a tua mãe com certeza que se recorda da minha mãe.
     Mas não é isso que importa neste momento deixar escrito neste livro de honra...
     O que é realmente de enaltecer é a vida de Rodrigo Emílio e sobretudo agradecer-lhe pela sua existência.
     Como Paradense gostaria de deixar aqui a minha homenagem e lamento que não tenha visto mais paradenses a prestar-lhe a homenagem merecida! Muito Obrigada Sr. Rodrigo pela sua vida, pela sua existência, por levar o nome de Parada de Gonta além fronteiras e especialmente, nunca me esquecerei do dia em que me deixou subir à torre do seu castelo, donde se consegue ter uma vista privilegiada da nossa aldeia formosa.
     Bem haja eu e ate qualquer dia.
     
     Claudia Amaral da Silva
- Miguel Cortez de Lobao
     Não tem valor este privilégio que me preenche a vida.
     Apesar de não vislumbrar daqui (ainda) o advento ‘da minha meia idade’, posso, desde já, afirmar estar seguro de que não ‘vou (nem) talvez morrer sem bens’. Graças ao (“tio”) Rodrigo Emílio – que recordo (sempre) com saudade –, sei que morrerei bastante abastado.
     Ter crescido com o Rodrigo e com os seus livros e poemas sempre por perto e à mão de semear; ter por várias vezes cantado para mim próprio, em repetição distraída, logo desde os sete anos de idade (altura em que o poema Times Square foi musicado pelo José Campos e Sousa), ‘…corpo humano em grande plano, âmbar e ébano a cobri-lo, teclado de piano para estudos de alto estilo…’ – incapaz ainda, nessa altura, de entender o significado daquelas palavras, cujo Português tão bem me soava; ter descoberto – já em idade adulta – a nobreza esmagadora da sua extraordinária erudição; ter aprendido com ele, recordo-me bem, uma verdade certeiríssima – a propósito dum desabafo meu sobre as «invasões de sala» (uma mini-histeria de gente medíocre, com o patrocínio da Juventude Comunista Portuguesa e outros bandos de bandidos) que prejudicaram muita gente na altura dos exames de acesso à faculdade, em 1995 – , a de que “a cobardia é um substantivo colectivo”; ter convivido com o seu génio em tantas tertúlias lá em casa, onde os seus poemas sempre foram (e ainda hoje o são) cantados por todos; tudo isso e tanto, tanto mais constitui para mim um valiosíssimo legado seu, do qual nem a mais bem decretada das «ocupações» me poderia alguma vez privar.
     Haverá outro Bem tão precioso quanto este?
     Talvez para o Rodrigo houvesse. Se soubesse que a sua nobreza de princípios alcançou conquistas, que o seu espírito combativo deu frutos, que a sua mensagem perdurará, conservando-se viva, ‘inabalável’, na alma de alguém que nasceu já sob o auspício da nova dinastia abrilina.
     
- Mário Marcus Marques
     Há mais de 10 anos que falamos do Rodrigo. Eu, e a mana Glória. Falamos de tudo, falamos da tua bondade, da tua humildade, e do poeta-guerreiro que sempre foste. Também falamos das imperfeições, mas essas eram tão poucas que orgulhosamente éramos felizes, recordando a tua sempre vitoriosa e apostólica convicção, de sermos quem somos e não procurarmos não sermos.
     
     Um dia hei-de conhecer-te.
- Filipe Batista e Silva
     Não "conheci" Rodrigo Emílio mas tive o privilégio de, pelo menos, o ter visto e ouvido ao vivo por duas ocasiões, pouco antes do seu falecimento.
     
     Nessa altura, e apesar de já visivelmente abatido, não deixou de apoiar os nacionalistas mais novos, aqueles a quem ele delegou a continuação da luta. Cansado de viver sob a pata de um Regime traidor e desprezível, mas incansável para transmitir a sua energia, ânimo e esperança a TODOS os jovens nacionalistas Portugueses. Lembro-me perfeitamente da maravilhosa impressão que me causou a declamação de um poema dedicado justamente à juventude e à renovação do movimento nacionalista! Ver aquele Homem, fisicamente abatido, mas sem renunciar ao apelo do combate pelo futuro de Portugal!
     
     Homem para quem a Honra residia na Fidelidade, Homem que ofereceu, para a posteridade, todo o seu talento à Causa de Portugal e dos Portugueses.
     
     São estas as imagens que guardo e sempre guardarei de Rodrigo Emílio.
     
     A eternidade está na lembrança!
     
     Filipe Batista e Silva
- C. Manuel Xavier
     A toda a família, parabéns por prestarem esta homenagem ao Dr Rodrigo, era assim que eu o chamava. Tive o grande prazer de passar serões inesquecíveis, nesta nossa formosa Parada de Gonta. Dr aonde te encontrares um grande abraço deste teu amigo MANEL.
- Ana Santos
     Só o conheci por uma folhas de papel que, pouco tempo antes de partir, entregou a um amigo! As folhas tinham o seu cheiro (o cheiro do cigarro) e as palavras a sua presença! Ficará para sempre comigo pois a sua obra tem-me ajudado a viver. Obrigada eterno arco-íris!
- Alberto Praça
     Rodrigo a ti que combateste por um Portugal Maior e foste o Poeta da Raça, te deixo uma saudação de Braço ao Alto.
     Até Sempre.
- Sónia Almeida
     Obrigado. São estas as primeiras palavras que tenho para lhe dizer esteja ele onde estiver. Foi uma das pessoas que tive o privilégio de conhecer e de adorar. Foram vários os anos, dias e horas que eu passei na sua companhia ,foi com ele que eu apanhei o gosto de ler, de pensar, de sentir os nossos poetas, que aos meus olhos não passavam de matérias chatas que nós tínhamos de estudar. Agora e depois de ler a história da sua vida, percebo o porquê, de apesar de ter um coração enorme, uma sabedoria infinita, adorava a família, mas lá no fundo jazia uma tristeza enorme.
     Tenho gravado na minha memória cada detalhe seu, desde o blazer azul escuro, com o brazão gravado no bolso junto ao peito. A pele dos dedos já muito amarelada assim como o seu bigode,de tantos cigarros fumar. Parece que ainda o vejo sentado no seu cadeirão, da sala junto à mesa redonda, aonde nos dava explicações horas a fio. Até o alemão se tornava fácil de aprender, ensinado por ele. O castelo de Parada de Gonta, como nós carinhosamente o chamáva-mos, era um lugar carregado de magia, desde a torre onde se conseguiam ver as serras, há capela aonde jaziam os seus antepassados, os quadros com mensagens honrosas que eram dedicadas há sua família, o biombo da chinesa que está na sala que tem uma lareira,há outra sala aonde existem várias vitrines com louças antigas. Chegámos muitas vezes durante o Inverno e para combater o frio que lá se sentia, a aquecer as mãos numa bacia com água quente, que era a única forma que tínhamos de continuar a escrever páginas a fio de tanto que ele tinha para nos ensinar.
     Fiquei muito triste quando um dia e por acaso encontrei a dona Tera, a caminho da central de camionagem de Viseu, é como se pressenti-se que aquele rosto carregado e o negro das suas vestes fossem um mau presságio. Fiquei sem forças quando recebi aquela triste notícia, pois infelizmente tinha perdido mais uma pessoa que eu adorava, e que em muito mudou a minha maneira de ser e estar na vida. Pois era uma das poucas pessoas que conseguia aguentar o meu temperamento forte, e que se ria à gargalhada com muitas coisas que eu dizia. Ele dizia que eu era como as águas do mar que precisava de momentos a sós para reflectir com o meu eu profundo e que daí muitas vezes resultava um turbilhão de ideias, que eu exteriorizava de forma tempestuosa. Embora fosse pouco ligado às horas, quando eu chegava ele já sabia que eu estava a chegar, só pelo som do bater dos meus pés na escadaria de madeira da vossa casa na Sé, que nos conduzia à porta da sala onde ele pacientemente nos aguardava. É pena que a nossa Pátria e as nossas gentes nunca lhe tenham reconhecido o seu devido valor. Ah, eu lembro-me da primeira vez que o vi com óculos que me ri há gargalhada pois como ele própio dizia: "estes objectos eram o sinal mais evidente da degradação de uma pessoa."
     Tinha muito que contar acerca desta maravilhosa pessoa, mas fico por aqui. E despeço-me com umas palvras que ele me ensinou: "Eu só sei, que nada sei e quando penso logo existo". Tenho um pedido pessoal a fazer à Constança ou ao Gonçalo (que eu conheço relativamente bem): haverá por acaso a possibilidade de me enviarem um cópia de uma fotografia do vosso pai? ERA MUITO IMPORTANTE PARA MIM. OBRIGADO.
      Sónia Almeida
      Avenida de S.Salvador nº36
      S.Salvador
      3510-774 Viseu
- FG Santos
     Numa época em que as traições e a amnésia são regra, é comovente ver como os filhos de Rodrigo Emílio lançaram mãos a esta empresa com tal entusiasmo. Este site respira a obra e a vida do distinto poeta e soldado. Poeta transfigurado em soldado, soldado inspirado pela poesia sentida do amor à Pátria e da sua defesa intransigente.
     Um grande abraço de parabéns a todos os que contribuíram para este site.
     
     FG Santos
     http://santosdacasa.weblog.com.pt/
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