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Rodrigo Emílio nasceu em Lisboa a 18 de Fevereiro de 1944, um mês depois de perder a avó paterna, que não chegou a conhecer, naturalmente: “…minha avó póstuma, porquanto só depois de morta, avó”.
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Perdeu o pai a 27 de Setembro de 1952, quando ainda não tinha dez anos, que lhe causa um vazio infindável. Assim o exprime num poema erguido em sua intenção a que chamou Primeiro Poema para o Pai do Menino-Poeta:
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Para aí desesperado à espera da esperança
— Por que choras esta vida, afinal menos que vã,
Se envelheceste em criança
E anoiteceu-te a manhã?!...
Larga do mundo a que te sabes apegado,
E vai-te, por Deus, embora,
Que a morte é a noite da grande bonança...
(— Estavas cansado?!...
Então, agora,
Vamos: descansa...)
...Que não é ainda o Fim. Nunca é o Fim.
Bem para além da tua noite há o meu dia,
E, como raíz em mim,
A POESIA!
[...]
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